Cidades que crescem cada vez mais, Rio de Janeiro e Niterói tornam-se mais urbanas a cada dia, ambas com um traço característico que é a presença de natureza. O verde é a cor mais presente se espalhando por vários bairros. A multiplicidade cultural também é uma marca destes dois centros. Assim, o Candido News traz neste número 11 algumas matérias que traduzam este universo rico e variado, proporcionando aos alunos do 3º período, mostrarem como veem esta realidade urbana.
Domingo é dia de parque? É, sim, senhor
Dois parques. Nova Iorque e Niterói. Velhas histórias e grandes contrastes
Carla Barros
Domingo é dia de curtir a família, de namorar, de levar o cachorro para passear e de relaxar. E em Nova Iorque ou em Niterói, domingo de sol, tradicionalmente, é dia de ir ao parque, quer seja o Central Park ou o Campo de São Bento, respectivamente.
Apesar de distantes geograficamente, os dois possuem características comuns, como, por exemplo, a área verde no meio do centro urbano, o chafariz central e as velhas histórias com direito a cenas de amor, raiva e amizade; afinal os seres humanos são todos clichês.
Um ícone mundial, o Central Park
O Central Park, localizado em Nova Iorque, é o primeiro parque público dos EUA, sendo o mais visitado da cidade. Surgiu há aproximadamente 150 anos e é considerado, por nova-iorquinos e turistas, como um oásis dentro da cidade grande coexistindo entre os arranha-céus.
É um lugar onde as pessoas param para relaxar, admirar as paisagens, tomar um sorvete, respirar um pouco de ar puro e diminuir o ritmo frenético de trabalho. É possível sentar-se em um banco para ler o jornal, conversar com os amigos, andar de bicicleta, de barco ou brincar com as crianças, além de oferecer espaços para a prática de esportes variados.
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| O chafariz, um dos principais recantos (Foto: divulgação) |
Com uma área de 3,4 km², possui trilhas diferentes para pedestres, bicicletas e carros com direito a placas e sinais de trânsito espalhados por toda a sua extensão.
Uma lembrança inesquecível é passear de bicicleta ou de carruagem pelo parque por permitir que em pouco tempo se conheça alguns de seus principais recantos.
É impossível não admirar a beleza dos jardins e a lentidão dos barquinhos a remo no lago localizado em frente ao restaurante Boathouse. Após o passeio de barco, vale a pena fazer uma reserva no restaurante para observar esse cenário.
Uma outra opção é fazer piquenique sobre a grama com direito a toalha e cesta de lanches. No calor de 35ºC, algumas pessoas aproveitam para se refrescar usando roupas de praia.
Com 16 pontos turísticos fica difícil dizer o que mais impressiona, mas, sem dúvida, a organização, a segurança e a limpeza são invejáveis. Há câmeras de segurança e policiais por toda parte, tanto que é possível se dar ao luxo de explorar novos caminhos e trilhas pelas florestas, sem medo.
O teatro Shakesperiano entretém crianças, jovens e adultos. Parque, também, é lugar de se aprender.
Mesmo no verão, quando, apesar de acanhado, o sol ferve e ilumina a cidade beirando os 35º C, o verde das árvores e o azul celeste não são tão marcantes como nos trópicos. Tal beleza pode ser vista nos jardins do Campo de São Bento em Niterói, limitado pela Avenida Roberto Silveira, Rua Lopes Trovão, Rua Gavião Peixoto e Rua Domingues de Sá – Icaraí.
O romântico e acolhedor Campo de São Bento
A história do Campo de São Bento tem início no ano de 1697, quando o terreno foi adquirido pelo mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, que usou as terras para servir de descanso para o gado proveniente de suas fazendas de Campos dos Goitacazes.
Em 1908, o Prefeito Pereira Ferraz concluiu as obras de urbanização seguindo o projeto do belga Arsène Puttemans. Em 1921 foi chamado de Parque Prefeito Ferraz, atualmente, nome oficial do parque que abriga a feira de artesanato, a Biblioteca Infantil Anísio Teixeira e a barraquinha tradicional de empadas à lenha.
O badalar dos sinos da Igreja da Porciúncula de Sant´Anna, antiga capela da fazenda, marca a mudança das horas e das idas e vindas das pessoas durante o domingo no Parque. De manhã cedo, o sentimento de paz, o cheiro de floresta e as senhoras indo para a missa remete a mais bucólica das paisagens. No final da manhã, o parque já não parece tão calmo e aconchegante, todas as barraquinhas já estão arrumadas para mais um dia de feira.
A via principal do parque é tomada por artistas de todos os gêneros, pintores, chefs de cozinha e artesões. A paisagem, agora, é de pluralidade. Característica acentuada às vésperas de eleições onde o parque se torna, palco de propaganda política com a distribuição de panfletos.
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| O chafariz entre o azul celestial e o verde da floresta (Foto: Carla Barros) |
O parque possui paisagismo inspirado no romantismo inglês, adotado no Brasil a partir da segunda metade do século XIX. Dentre seus elementos românticos, destaca-se o coreto, onde, ocasionalmente, ocorrem serestas.
Kátia Caetano, moradora de Niterói desde 2000, diz em entrevista que, frequentemente, vem ao campo de São Bento ver a natureza que ainda resta na cidade, para ter paz e relaxar. Seu local favorito é ao redor do chafariz onde as águas respingam e ela tem a sensação de chuva caindo.
Com certo ar de saudosismo, ela declara: “Trazia muito a minha filha aqui quando ela era pequena para brincar, andar nas carroças puxadas pelos burrinhos e para ler na Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira preparada especialmente para agradar as crianças”.
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| Kátia em mais um domingo no parque (Foto:Carla Barros) |
Elba Furley, há 22 anos, todos os finais de semana leva seus trabalhos manuais de tricô e crochê para serem vendidos na Feira de Artesanato; sua irmã Haydé Furley, companheira de vida, ocupa a barraquinha ao lado. Falando sobre a vida e o trabalho no parque, ela já vivenciou inúmeras histórias. Ao final da entrevista, ela afirma "Aqui é só alegria, não há histórias tristes. Mesmo que eu não venda nada, pelo menos me divirto na praça”.
O niteroiense pode também esnobar como fez Gonçalves Dias em Canção do Exílio quando diz ”Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.” Não existe mesmo um céu, um verde e um calor humano tão aconchegante como o que se pode experimentar num domingo no parque Prefeito Ferraz.
Contudo fica para a conclusão a maior das lições: O verde daqui tem mais amores, mas o verde lá oferece mais segurança e organização.
O renascimento do cinema no Rio de Janeiro
Vinícius Damazio
Agora, finalmente as salas de cinema podem “respirar aliviadas” e aproveitar a boa fase que o circuito passa na cidade. Após a decadência do fim dos anos 80 e o quase abandono nos anos 90, o cinema carioca finalmente se restabelece.
A má fase começou nos anos 80. A crise econômica atingiu o país em cheio, faltando dinheiro tanto para que o consumidor brasileiro fosse ao cinema quanto para produzir filmes. A produção cai vertiginosamente, sendo boa parte dela dedicadas ao sexo explícito. Por mais que tenha surgido uma nova geração de cineastas – como Sérgio Bianchi, Hermano Penna e André Klotzel – a massa não é atingida, se limitando a assistir os filmes exibidos nos então novos Domingo Maior e Tela Quente, programas da TV Globo, em ascensão meteórica na década.
Durante o governo Fernando Collor, a Embrafilme, o Concine e a Fundação do Cinema Brasileiro foram confiscados, sendo extintos até os órgãos responsáveis por produzir estatísticas. Pouco a pouco as salas foram sendo desativadas. Viraram bingos, centros comerciais, estacionamentos, igrejas evangélicas. Mesmo os cinemas de shopping centers foram fechados.
Tudo parecia perdido até meados dessa década. O clássico Cine Palácio já havia sido fechado uma vez, retornou com preços populares (ingressos por R$ 1,00 nos dias de semana) e mesmo assim fechou novamente. No entanto, o cinema renasceu no Rio de Janeiro.
Novos públicos lotam as salas
O aparecimento de franquias de apelo infanto-juvenil como as séries Harry Potter e Senhor dos Anéis ou mesmo os muitos filmes de animação 3D levaram uma nova geração às então esquecidas salas cariocas. Os cinemas se tornaram sinônimos de shopping centers. A filmagem de diversas HQs como Batman garantiram o público adolescente.
Alguns filmes lançados no início do novo século, com uma temática atual e apelativa, alcançaram perspectivas de carreira internacional. Cidade de Deus, Carandiru e Tropa de Elite foram premiados em outros países. A visibilidade internacional tornou ir às salas de cinema um fator cultural bem visto. Assim, frequentar cinemas como o Odeon Petrobras e principalmente as salas do Grupo Estação passaram a ser símbolo de status e acesso à alta cultura.
O Grupo Estação é dono de uma série de salas pela cidade. Duas luxuosas, o Estação Vivo Gávea e o “palácio cinematográfico” Cine Odeon, o último dos grandes cinemas construído na Cinelândia. Todas as outras salas são médias ou pequenas, beirando o limite de vinte poltronas numa das salas do Estação Botafogo (o primeiro cinema fundado pelo grupo). A programação das salas é organizada da seguinte forma: um filme maior e popular garante a venda de ingressos enquanto as outras salas são dominadas por filmes fora do mainstream. O caráter cult garantiu às salas do Estação um público diferente, que consome tudo que esses cinemas oferecem. As lojas e cafés dentro dos prédios e os filmes de arte exibidos tornaram os cinemas Estação em points, onde é comum ver mais de um filme, muitas vezes filmes que não se faz nem ideia do que tratam. Geralmente, as salas estão acopladas a vídeo locadoras especializadas em filmes cult, ateliês culinários, livrarias ou lojas com todo tipo de “memorabília” cinematográfica. São oferecidos cursos oficinas e eventos sobre a “sétima arte”.
Diversos festivais estão pela cidade. O Festival do Rio exibiu em 2007 trezentos filmes, brasileiros e estrangeiros de 30 países. Também foi criado pelo Grupo Estação, que fora o festival anual, também faz diversas mostras quase mensalmente.
A situação melhorou tanto que as mostras não se limitam a diretores conhecidos ou filmes clássicos. Filmes poloneses, e pérolas do cinema iraniano são recebidas com festejo. Mesmo temas com público-alvo restrito como filmes GLBT tem lotação garantida. Ir ao cinema voltou a ser bem visto.
Missão quase impossível
Bruno Silva Cardoso
Mesmo jogo, personagens diferentes. Todos os anos o calvário dos candidatos a motoristas continua. Tudo isso graças a preços exorbitantes, condições adversas, falhas de comunicação e falta de critério (criticas que valem tanto para o DETRAN, quanto para as auto-escolas). São poucos os sortudos que podem dizer que passaram por essa Via Dolorosa sem ter nenhum tipo de “stress”. Já na tentativa de se cadastrar para poder entrar em uma auto-escola, os congestionamentos nas linhas do DETRAN causam as primeiras rugas, enquanto aqueles que já passaram por esta fase conhecem os primeiros cabelos brancos, graças ao medo de perder suas aulas por motivos desconhecidos, mas frequentes.
Mesmo jogo, personagens diferentes. Todos os anos o calvário dos candidatos a motoristas continua. Tudo isso graças a preços exorbitantes, condições adversas, falhas de comunicação e falta de critério (criticas que valem tanto para o DETRAN, quanto para as auto-escolas). São poucos os sortudos que podem dizer que passaram por essa Via Dolorosa sem ter nenhum tipo de “stress”. Já na tentativa de se cadastrar para poder entrar em uma auto-escola, os congestionamentos nas linhas do DETRAN causam as primeiras rugas, enquanto aqueles que já passaram por esta fase conhecem os primeiros cabelos brancos, graças ao medo de perder suas aulas por motivos desconhecidos, mas frequentes.
Um problema curioso é a falta de sincronia entre os livros didáticos, os DVDs, o que é dito pelos professores e o que se faz ao volante. Em três ou quatro situações podem ser notadas estas diferenças, o que seria engraçado se não estivessem em jogo centenas de reais.
Os locais das provas finais não causam sentimentos muito melhores nos candidatos, afinal, esperar até três horas, em pé ou em uma calçada, até dirigir um carro sem saber se dependerá do humor de seu inspetor para passar, não é a melhor experiência do mundo.
Parece o fim das dores de cabeça quando os aprendizes de motoristas passam pelas aulas chatas, os sistemas não testados do DETRAN, e os locais de prova com comida de qualidade duvidosa. Porém ainda falta mais uma prova a passar.
Após conquistar a carteira de habilitação, os novos motoristas devem superar o medo de ter que recomeçar do zero. Isso tudo porque a carteira é provisória por um ano e por qualquer pequena falha, ela pode ser caçada e tornar o motorista aluno outra vez. Um sistema cruel
Durante um ano ficar com medo de dirigir, após um ano para conquistar este direito é algo que chega a ser quase malvado. Até porque os antigos motoristas pouco sofrem pelos seus erros por causa da frouxidão do sistema para aqueles com a carteira permanente.
É preciso tornar a lei mais rígida e ao mesmo tempo mais justa, para que certas disparidades e injustiças não aconteçam mais. Além disso é necessário rever como se tratam os futuros motoristas, pois dirigir é algo prazeroso, mas sério. Afinal vidas podem estar em jogo, e para elas estarem protegidas precisam primeiro ser bem tratadas e bem orientadas.
Durante um ano ficar com medo de dirigir, após um ano para conquistar este direito é algo que chega a ser quase malvado. Até porque os antigos motoristas pouco sofrem pelos seus erros por causa da frouxidão do sistema para aqueles com a carteira permanente.
É preciso tornar a lei mais rígida e ao mesmo tempo mais justa, para que certas disparidades e injustiças não aconteçam mais. Além disso é necessário rever como se tratam os futuros motoristas, pois dirigir é algo prazeroso, mas sério. Afinal vidas podem estar em jogo, e para elas estarem protegidas precisam primeiro ser bem tratadas e bem orientadas.
A maior fidelidade
Gabriela Conti
“Maracanã lotado!” é uma frase que soa bem normal aos ouvidos de todos os cariocas que acompanham ou não aos jogos de futebol. O futebol faz parte da cultura brasileira, e talvez por isso já deixou de ser considerado um simples jogo.
No dicionário encontra-se ‘jogo’ com a seguinte definição: “Ação de jogar, brincadeira, divertimento”, mas na vida real o futebol não é encarado apenas como uma brincadeira. Virou mania nacional, identidade, coisa séria.
Ainda dentro do conceito, os brasileiros são bem acostumados a “bater uma bolinha”, “jogar uma pelada”, com dias marcados, amigos combinados e campinhos improvisados. Se houver um tempo extra na agenda, uma trave de cada lado e uma bola rolando, certamente haverá um jogo entre craques caseiros.
Não é difícil de encontrar pessoas usando camisas de seus clubes preferidos como traje de passeio e criancinhas que mal aprenderam a andar, correndo atrás da bola, o futebol é algo muito natural na vida de todo brasileiro. “Sou Flamengo desde criancinha” é o titulo de uma comunidade no Orkut com mais de 60 mil membros, o hino do clube representa em uma de suas frases toda a fidelidade que o torcedor tem pelo time : “Uma vez Flamengo,Flamengo até morrer...”
Mas óbvio que a fidelidade ao clube para o qual se torce não é característica rubro-negra. Todos os times têm seus torcedores fanáticos, muitos não tratam outros assuntos importantes da vida com tanta fidelidade como se trata o time de coração.
O futebol reúne devotos, fiéis e amantes. Remete as pessoas aos mais diversos sentimentos e ao extremo de todos eles. Futebol é cultura, e cultura é arte.
Como o futebol chegou ao Brasil
O futebol é oriundo da Inglaterra, apesar de sua popularidade no país (talvez onde o esporte seja quase tão popular quanto no Brasil), foi no Brasil que o futebol ganhou fama e arte. No ano de 1894 o paulista Charles Miller trouxe de uma viagem à Inglaterra duas bolas de futebol. O futebol chegou ao Brasil como um esporte elitista, só os brancos podiam jogar como profissionais, dado o fato da maioria dos primeiros clubes terem sido fundados por estrangeiros.
Em jogo contra o seu ex-clube, o América, o mulato Carlos Alberto, no Campeonato Carioca de 1914, por conta própria, chegou a cobrir-se com pó-de-arroz para que parecesse branco, mas com o decorrer da partida, o suor cobriu a maquiagem de pó-de-arroz e a farsa foi desfeita. A torcida do América, que o conhecia pois ele tinha sido um dos jogadores que saíram do clube na cisão interna de 1914, tendo sido campeão carioca em 1913; começou a persegui-lo e a gritar "pó-de-arroz", apelido que foi absorvido pela torcida do Fluminense, que passou a jogar pó-de-arroz e talco à entrada de seu time em campo.
Nos anos 20, os negros começaram a ser aceitos em outros clubes. O Vasco foi o primeiro dos clubes grandes a vencer títulos com uma equipe repleta de jogadores negros e pobres. Durante os governos de Vargas (principalmente) foi feito um grande esforço para alavancar o futebol no país. A construção do Maracanã e a Copa do Mundo do Brasil (1950), por exemplo, foram na Era Vargas. A vitória no Mundial de 1958, com um time comandado pelos negros Didi e Pelé, pelo mulato Garrincha e pelo capitão paulista Bellini, ratificou o futebol como elemento da identificação nacional, já que reúne pessoas de todas as cores, condições sociais, credos e diferentes regiões do país.
O futebol carioca
O Futebol carioca é um dos mais populares do Brasil. Os clubes “carismáticos” do Estado chamam atenção do mundo todo. A cidade do Rio de Janeiro constitui-se num dos principais centros do futebol brasileiro. Durante o período em que, devido às dimensões continentais do país, ainda não existia um campeonato nacional de clubes, formaram-se tradições e profundas rivalidades “clubísticas” locais. Tudo isso explica o prestígio do Campeonato Estadual - que, por tradição, ainda chamam de Campeonato Carioca. O Maracanã detém todos os recordes mundiais de público. Neste palco, onde já foram disputadas uma final de Copa do Mundo e inúmeras competições internacionais, desenrolam-se os grandes clássicos do futebol carioca. O futebol foi introduzido no Rio por Oscar Cox em 1901. Por sua iniciativa, foi realizada a primeira partida de futebol, entre brasileiros e membros da colônia inglesa residentes no Rio, que terminou empatada em 1 a 1. O jogo foi realizado em 1 de agosto de 1901, no campo do Rio Cricket And Athletic Association, em Niterói, com público de apenas 15 pessoas. No ano seguinte, foi fundado o Fluminense Futebol Clube, o primeiro clube carioca de futebol. Existem rivalidades acirradas entre Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo, os quatro mais populares clubes cariocas. Praticamente todas as decisões dos títulos estaduais envolveram pelo menos um deles.
Cultura Urbana – Artes Plásticas no Rio de Janeiro
Cláudia Araújo Macêdo
O movimento artístico no Rio de Janeiro não possui a força que supostamente deveria ter. Embora as artes plásticas não se restrinjam a museus, os cariocas não têm outra oportunidade de acessá-las. Isto limita o crescimento da cena no Estado, considerada ínfima quando comparada à paulista. Museus como o MAC, o MAM e o Museu Nacional de Belas Artes permitem que a arte carioca chegue ao conhecimento do público, mas este se restringe a pessoas com maior poder aquisitivo e estudantes da área.
MAC – O Incentivador da Arte Atual
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói está localizado sobre o mirante da Boa Viagem, no bairro do Ingá. Foi projetado por Oscar Niemeyer e é um dos principais cartões-postais da cidade.
Destinado principalmente a obras de arte contemporânea, o MAC apresenta desde artes abstratas até retratos da ilusão da Monarquia Brasileira. O museu ainda conta com atividades educacionais chamadas de “Desafios Comunicativos da Arte Contemporânea”, com o intuito de incentivar a produção artística atual.
MAM – Palco da Vanguarda Brasileira
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. É uma organização particular sem fins lucrativos, fruto do contexto cultural e econômico que o Brasil vivenciou no segundo pós-guerra, em que se observou a diversificação dos equipamentos culturais deste país, a aquisição de um valioso patrimônio artístico e a assimilação das correntes artísticas modernas.
Palco de acontecimentos de relevância na vanguarda artística, o museu amealhou ao longo de sua história uma coleção de arte moderna representativa - a maior parte, entretanto, perdida no trágico incêndio de 1978. Conserva hoje aproximadamente 11 mil objetos, grande parte proveniente da Coleção Gilberto Chateaubriand, depositada em regime de comodato no museu em 1993.
Museu Nacional de Belas Artes
Com uma coleção de cerca de 16 mil peças, o Museu Nacional de Belas Artes apresenta-se como o principal museu de arte brasileira, no que diz respeito à produção do século XIX, não dando muito espaço a arte atual.
Enriquecida ao longo dos anos com importantes aquisições e doações, atualmente sua coleção abarca pintura, escultura, desenho, gravura de artistas nacionais e estrangeiros, além de significativa coleção de arte popular brasileira, africana, decorativa, medalhas e mobiliário. Do conjunto de obras, 80% é constituído por obras sobre papel.
Tortura psicológica
Ricardo Lima
Hoje é muito comum se deparar com algum tipo de violência psicológica, que por muitas vezes chega até ser mais prejudicial que a física, e é caracterizada pela rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas.
Ao contrário da física, a violência psicologia não deixa marcas visíveis, mas sim uma série de problemas emocionais, que na maioria das vezes, o ser humano carrega por toda vida. Existem vários formas de cometer esse crime, visando o lado psicológico da vítima fazendo com que ela se disponha a fazer todas as suas necessidades emocionais, ou até mesmo a agressão dissimulada, fazendo com que a vitima se sinta inferior, sem defesa.
Um exemplo claro deste tipo de violência, hoje, é o chamado Bullying, principalmente entre crianças e adolescentes. Quando pessoas usam a força física e emocional para invadir a integridade física e psicológica da vitima. Humilhando, perseguindo, não dando atenção, menosprezando. Fatores que acarretam em uma série de complicações, onde a criança se sente escrava e amedrontada pelos seus próprios colegas. Gerando uma fobia em seu ambiente, prejudicando a vida particular, os estudos, a interação com outras pessoas e criando sérios distúrbios. É um tipo de violência muito visto em grandes cidades, por negligência de pais e coordenadores de escolas.
No âmbito universitário não é raro se deparar com retração de alunos por algum tipo de violência. Muitas vezes a falta de dinheiro ocasiona sérios problemas, a timidez, a ausência de um orientador capacitado. Tudo faz com que a vitima se sinta ainda mais inferior e ocasionando o travamento intelectual.
Pessoas sensíveis são as mais vulneráveis a esse tipo de violência, principalmente mulheres, que ainda se sentem obrigadas a se dispor a seus maridos a todos os desejos, não fazendo valer a sua própria opinião, deixando o seu caráter e personalidade de lado, se acomodando e esquecendo do amor próprio.
Todos esses fatores levam a um só estado emocional chamado depressão. Que vai alem do controle emocional, chegando a ser uma doença e que se não cuidada com uma devida cautela pode ocasionar até a morte.
Para concluir, a violência psicológica pode estar em todo e qualquer lugar, em um simples gesto, palavra ou expressão dada em sua indevida hora. Deve-se cobrar mais da capacitação dos professores, mais atenção dos pais e familiares e principalmente mais respeito vindo de toda a sociedade. Abrir espaço para conversas, palestras, criar um ambiente agradável para que seu filho se sinta a vontade em se abrir e sentir-se mais seguro. Com essas atitudes com certeza a violência psicológica cairá em termos significantes, aumentando a autoconfiança e a auto-estima de todos.
“Urbanização Cultural” em Niterói
Camboinhas ganha status de praia familiar
Camboinhas ganha status de praia familiar
Evelyn Mota
Localizada entre as duas maiores bacias de petróleo e gás natural do Brasil, Niterói, parece não tirar os olhos de uma das suas praias. É em Camboinhas que nota-se uma intensa movimentação de pessoas que caminham pela calçada. Elas caminham com seus filhos e cães no calçadão da praia, desfrutando da bela paisagem. Todos os dias, moradores do bairro de Camboinhas acordam pela manhã e passeiam pela orla, fazendo exercícios e aproveitando para se banhar nas águas esverdeadas.
Urbanização da Praia
Durante a semana, o movimento pela calçada de Camboinhas é menor, mas muitos moradores da região preferem fazer seus exercícios físicos na praia antes de sair para trabalhar, o que faz com que a orla pareça mais movimentada.
Nos finais de semana, a praia ganha “status” de praia familiar, onde as famílias se encontram e aproveitam não só o calçadão, como os quiosques que vendem petiscos frescos e o belo mar de águas esverdeadas.
| A caminhada no calçadão se torna um lazer entre moradores da região |
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| Para conhecer a comunidade dos tupis guaranis, turistas e moradores precisam comprar pelo menos um artesanato feito pelos índios |
Camboinhas, além da praia fenomenal, também faz parte de um contexto de cultura urbanizada. Ali, algumas pessoas aproveitam o momento de lazer, mas muitos fazem desse ambiente de lazer, um local de trabalho. Quem trabalha nos quiosques e na areia, conta com o movimento freqüente da praia, já que a maioria é diarista e ganha seu salário de acordo com a circulação de pessoas, que na maior parte das vezes param para comer peixe no quiosque, tomar cerveja com os amigos e depois do banho de mar, aproveitam para comprar os artesanatos que são vendidos na areia.
Dessa forma a praia de Camboinhas reúne lazer, cultura e urbanização, gerando um aumento no lucro econômico da localidade e assim levando mais oportunidade de tarefas para aqueles que de alguma forma precisam transformar o simples lazer em recursos financeiros.
Os índios Tupis Guaranis transformaram sua comunidade de ocas em um local cultural, onde os turistas podem visitá-los e conhecer de perto como foi feita a construção desse movimento nas dunas da praia.
EXPEDIENTE
Universidade Candido Mendes - Curso de Comunicação Social
Reitor: Candido Mendes
Pró-Reitor de Coordenação e Expansão: Prof. Alexandre Gazé
Pró-Reitor de Coordenação e Expansão: Prof. Alexandre Gazé
Diretor do Campus Niterói: Prof. José Carlos Oliveira
Supervisor de Produção de Jornalismo Alexandre Gazé Filho
Coordenação do Curso de Com. Social: Karen Calixto
Professor Orientador: Marcos Antonio de Azevedo Monteiro
Orientador do Planejamento Gráfico: Marcelo Fonseca Alves
Diagramador: Carla Barros (aluna do 3º período do curso de Com.Social)
As matérias foram elaboradas pela turma de Redação em Comunicação 2, do Curso de Comunicação Social
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES NITERÓI.






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